Sobre 2017…

Mais um ano chegando ao fim, mais histórias sendo guardadas ou esquecidas em algum canto, mais uma chance de recomeçar seja lá o que for. Mais um ano se passou, muitas coisas que mudaram, enquanto outras permaneceram exatamente iguais.

Mais um ano chegando ao fim, e eu nem pensei nas minhas resoluções para o que vem por aí. Adoro listas, mas confesso que nunca fiz nenhuma desse tipo. Gosto de deixar a vida acontecer, de ser surpreendida pelo caminho. Até faço planos, mas prefiro que as coisas aconteçam cada uma no seu tempo.

Mais um ano chegando ao fim, e eu percebendo cada vez mais o quanto o tempo tem passado depressa. Como mãe então, acho que essa percepção fica muito mais nítida, não sei. Não foi ontem que Helena nasceu? Como assim ela já vai completar 4 anos?

Mais um ano se passou, e logo no início dele eu decidi que muitas coisas seriam diferentes, enquanto outras eu prefiro manter da mesma forma. Algumas realmente foram, outras nem tanto, outras talvez levem mais tempo para mudar completamente. O mais importante foi provar pra mim mesma que tudo é possível, é só ter vontade!

É 2017, em alguns momentos achei que não sobreviveria. Mas aqui estou! Obrigada por todas as noites mal dormidas, por todas as mudanças inesperadas, por todas as crises de ansiedade que você me trouxe, por todos os momentos de desespero e vontade de sair correndo pra um lugar qualquer. Apesar de tudo, cheguei ao seu fim mais forte, mais feliz, e muito mais decidida a fazer com que o próximo seja muito melhor.

Ah, e minha resolução para 2018? Ser muito mais feliz, todos os dias!

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Imagem: Pinterest

Sobre o que deixo de falar…

Acho que esse intervalo de 2 meses entre uma postagem e outra pode ser considerado um padrão agora. Tenho pensando em tantas coisas sobre as quais poderia escrever, mas as ideias ficam meio zoneadas e não consigo conclui-las.

Poderia escrever mais sobre a minha vida como mãe da Helena, e sobre todos os desafios que tenho diariamente com isso. E não, não tem sido nada como nos comerciais de Doriana, e sim mais como todas as fases de chefão nos jogos do Mario.

Poderia falar sobre a minha vida pós-separação, e tudo mais. Mas não, já inventam histórias demais, me arrumam vários namorados que nunca existiram, e isso me diverte bastante. Minha vida é bem mais agitada na imaginação das pessoas do que na realidade.

Poderia falar sobre as minhas neuras bobas, como a de que o volume de qualquer rádio tem que ser sempre um número par ou múltiplo de 5, ou sobre organizar a louça por tipo e ordem de tamanho no escorredor (só pra facilitar na hora de guardar), ou sobre como coisas desalinhadas me fazem sentir coisas estranhas. e não, não preciso de terapia, obrigada!

Poderia falar sobre como gosto dos dias chuvosos, e de como eles me trazem uma sensação boa, mesmo com aquela vontade de ficar de bobeira, assistindo filmes e comendo besteiras o dia todo, debaixo das cobertas.

Poderia falar sobre as músicas que me fazem rir, sobre as que me fazem chorar, sobre as que me fazem sentir livre. Mas talvez seja complexo demais esse assunto, não sei.

Poderia falar sobre inúmeras coisas, me expor sem limites, mas não. Isso nunca foi algo que combinasse comigo. Falar sobre minha vida com todo mundo? Não, obrigada. É como dizem: “Quanto menos você revelar, mais as pessoas vão imaginar”.

E como imaginam…

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Imagem: Pinterest

 

Sobre controle…

Há um tempo já, parei de tentar controlar tudo que acontece na minha vida, afinal nem tudo depende unicamente de nós, e por isso as coisas se tornam (se já não são) impossíveis de controlar. Mal consigo controlar a minha fome, que dirá as outras coisas…

Aprendo muito sobre isso com a Helena, até porque ela não tem controle de nada – apesar de achar que tem! Tem dias que ela me tira do sério justamente por não conseguir se controlar, e vira aquele chororô de manha, e a mãe aqui perde o controle da situação também. Não posso culpa-la por esse comportamento, até porque se para nós adultos já é difícil ter controle total das emoções, imagina pra uma criança?

E controlar o tempo então? Impossível… tantas vezes quis que o tempo parasse em algum momento, ou que passasse voando, mas ele nunca obedece! E quando dizem que o tempo cura, que faz as coisas melhorarem e etc, aí que queremos que ele siga nossas vontades mesmo, para deixar pra trás logo aquilo que não nos tem feito bem, ou para trazer logo aquilo que tanto desejamos.

E essa mania de querer controlar tudo só aumenta a minha ansiedade. Sim, gente, eu sou MUITO ansiosa, acreditem. E isso faz um mal danado! Me faz perder mais ainda o controle sobre mim mesma, sobre minhas emoções, e até sobre meu corpo. Já perdi a conta de quantas noites a ansiedade veio me encontrar e me tirou horas de sono, encheu minha mente com coisas nada a ver. E eu ainda não aprendi a controla-la…

A cada dia tenho me esforçado em não querer mais controlar tudo, e apenas fazer a minha parte para que as coisas caminhem em direção àquilo que quero pra mim e para aqueles com quem convivo, e entendido cada vez mais que a maioria das coisas não dependem unicamente de mim e das minhas vontades, e sim de tudo aquilo que me cerca. A única coisa que posso fazer é “descontrolar”, e acreditar que dessa forma tudo vai ficar bem. No momento certo. Sempre!

 

Sobre controle

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Sobre mais paciência…

Dois meses sem dar as caras por aqui… Já estava sentindo falta!

Há tantas coisas sobre as quais poderia escrever, mas a dificuldade em organizar as ideias está enorme. Tantas coisas sobre as quais poderia falar, mas não sei se quero, não sei se posso, se devo. Talvez esse sempre tenha sido um “defeito” meu, não falar, não expor, guardar tudo só pra mim – até explodir!

Quase todos os dias, justamente naqueles momentos que gostaria de ficar apenas em silêncio, – sempre depois de colocar Helena pra dormir, claro! – que todos os pensamentos do mundo começam a pipocar dentro de mim, todas as dúvidas, todas as incertezas, todos os medos…

Aí você coloca sua playlist no modo aleatório pra tentar encher a cabeça com outras coisas, e só vem o James Blunt tocando sem parar, uma atrás da outra – adoro esse cara! Você não sabe se ri, se chora, se joga o celular na privada… talvez precise rever minhas playlists.

E tem aqueles momentos que você se pega pensando em tudo aquilo que já fez, o que tem feito e o que gostaria de fazer, e só pensa: será que estou indo na direção certa? Até porque às vezes você acha que está indo tudo bem, e de repente tudo muda de direção gerando mais dúvidas e mais incertezas, e pra algumas delas (ou a maioria) você não consegue encontrar uma resposta, e talvez nunca encontre.

Talvez esse seja meu momento de praticar a paciência, não sei. Coisas boas acontecem todos os dias, e quando menos esperamos. Focar naquilo que é ruim nos distrai daquilo que realmente importa, por muitas vezes até nos faz perder algo de bom que estava chegando.

É como diz a música: The future’s looking brighter than a hand full of stars

Basta eu mesma acreditar!

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Imagem: Pinterest

Sobre ser mãe nesses dias malucos…

Acredito que já me tornei mãe no momento que decidi ter um bebê. Ali mesmo já começaram a surgir tantas dúvidas e preocupações que, se antes eu achava um exagero da parte de outras mães, paguei com a língua!

Depois de tomar a decisão de me tornar mãe, tudo a minha volta parece ter se tornado um tanto maior, desde as notícias ruins de cada dia, até a altura do degrau de casa. Parece neurose, mas a cada notícia absurda que eu lia ou escutava, pensava: meu Deus, o que eu tô fazendo colocando um (a) filho (a) nesse mundo louco? E não, isso não passa nunca!

Ao mesmo tempo, desde o início tive muito claro dentro de mim que criaria um (a) filho (a) que mudaria o mundo. Seja da forma que for, é isso que desejo para Helena, que ela seja e faça a diferença nesse mundo. Que seja cuidar do meio ambiente, dos animais, de pessoas necessitadas, ou até uma grande líder… não sei o que o futuro reserva para ela, mas minha função é educar, orientar.

E tem dias que a única vontade é sair correndo, e eu só penso: meu Deus, o que eu fui fazer? Não é nada fácil educar uma criança, e lidar com a personalidade forte da Helena é um desafio gigante pra mim. Quando penso que a fase difícil já passou, chega mais um “chefão”.

E com isso cheguei a esses três anos de maternidade real! É lindo ler as ideias fantasiosas sobre ser mãe, mas é muito mais divertido (e trabalhoso) viver a maternidade real. É tanto perrengue, algumas frustrações, muita sujeira e bagunça, julgamentos de outras pessoas (que às vezes nem são mães ainda), mas nada paga o amor incondicional que sinto pela Helena, e nada é mais lindo e gratificante do que ouvir aquele lindo “te amo, mamãe”.

Um Feliz Dia das Mães a todas nós que vivemos a maternidade de forma real, por menos glamourosa que ela seja, e sonham com dias melhores para seus filhos (as)!

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Foto: Helena e Eu!

Sobre aquela faxina…

No último final de semana decidi, finalmente, fazer uma faxina em algumas coisas que eu guardava, coisas que não mexo desde antes de voltar a morar na casa dos meus pais. Incrível a quantidade de coisas que acumulamos em tão pouco tempo, tirei praticamente um saco de lixo!

Encontrei de tudo: desde contas antigas, livros, planos de aula, fotos… Fui organizando por “categorias” e separando tudo aquilo que já não importava mais, e do outro lado, coisas que eu realmente queria guardar. A única certeza que eu tinha era não jogar meus livros fora, e acabei com um bom número de livros de inglês, francês e alemão – agora devidamente separados e organizados!

Encontrei alguns CDs de backup de 10 anos atrás, e claro, fui xeretar! Quanta coisa que já se passou, quantas pessoas, quantas situações. A mesma coisa com as fotos impressas, um monte delas, da época em que comprávamos aqueles filmes de 24 ou 36 poses e conseguíamos salvar apenas 10 fotos, pois todas as outras saíam horrorosas! E como sempre digo, o tempo nos faz tão bem, me sinto tão melhor hoje (e com uma aparência muito melhor!).

Tive um grande momento de nostalgia, e ao mesmo tempo a oportunidade de me livrar de tudo aquilo que já não importava mais – coisas físicas e outras nem tanto… Nada como deixar pra trás tudo aquilo que já não faz mais parte de você, mesmo que em algum momento tenha trazido coisas boas.

Sobrou apenas uma caixa, que não abro há pelos menos 10 anos. Uma caixa cheia de cartas e bilhetinhos da época de escola, mais um monte de lembranças. Ainda não consigo mexer ali, e só de pensar em abri-la já me faz sentir um grande aperto no coração. Ali tenho as últimas lembranças de uma das minhas melhores amigas que, infelizmente já se foi. Não me sinto preparada para isso ainda, apesar de tantos anos já terem passado. Preciso de mais tempo, talvez muito tempo… Talvez nunca mais abra essa caixa, não sei!

Só resta a mim decidir o que fazer com tantas lembranças do passado. são elas que me definem, ou não? Hoje se fala tanto em desapego, mas acredito que tenha coisas e momentos mais difíceis de deixar para trás, e concordo apenas no que diz respeito a deixar pra trás aquilo que não nos faz bem. Quanto as outras coisas, com certeza não dá para simplesmente esquecer…

“Algumas coisas levam tempo, outras o tempo leva.”

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Imagem: Pinterest

Sobre quem eu sou hoje…

Um dia desses me deparei com um texto que me chamou a atenção. Comecei a ler e me vi em cada linha ali escrita por uma pessoa completamente desconhecida para mim. Acompanho alguns blogs, e vira e mexe acontece esse tipo de situação. É como se a pessoa ali escrevendo soubesse de cada detalhe daquilo que você pensa ou precisa.

O texto em questão falava sobre a forma como nos enxergamos. E eu, que mudei tanto no último ano, hoje me enxergo de uma forma incrivelmente melhor. Passei a ver tudo em mim com outros olhos, coisas que me incomodavam já não me incomodam mais, sentimentos que eu tinha antes, já não tenho mais.

Incrível como uma auto-estima baixa nos atrapalha em todas as áreas da vida. Nos faz perder a vontade de fazer e ter as coisas, e tudo aquilo que fazemos parece que não é bom, que vão criticar, que vai ser errado. Nos faz sentir como se não merecessemos nada, pois nunca seremos bons o bastante para isso ou aquilo.

Hoje percebo quanto tempo perdi com esse tipo de pensamento, quantas coisas boas deixei passar, quantas oportunidades eu perdi. Por muitas vezes, posso nem ter percebido, pois estava tão afundada em pensamentos ruins que não tinha espaço para coisas novas, coisas boas.

E parece que, de repente, tive um estalo e acordei para a vida. Bastou uma conversa sincera e cheia de amor com a minha vó para me fazer perceber o buraco em que eu estava me afundando e todos ao meu redor estavam cientes disso, menos eu. A partir daí percebi o quanto eu precisava mudar, e rápido.

Percebo que ao longo desse último ano recuperei muitas coisas: minha auto-estima, minha vontade de fazer inúmeras coisas, novos objetivos, novos (e velhos) sonhos. Hoje sinto que sou muito mais eu do que nunca, gosto do que vejo no espelho, gosto de quem eu sou como um todo.

Hoje me sinto uma mãe muito melhor pra Helena, e me esforço ao máximo para ser o melhor exemplo para ela. Quero que ela cresça em um ambiente saudável, que ela cresça cheia de sonhos e vontades, e jamais abra mão daquilo que quer porque é muito difícil, ou por alguém.

Hoje me sinto completa, feliz e melhor do que nunca!

“As coisas que me fazem diferente são as coisas que me fazem ser eu.”

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Imagem: Pinterest